Medicação em excesso: entenda os riscos da automedicação

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Você é do tipo que tem uma verdadeira farmácia em casa? Costuma sugerir remédios para os mais variados sintomas que seus familiares apresentam? Sentiu uma dorzinha e já sabe exatamente a qual pílula recorrer? Se a resposta foi sim, cuidado! Você e sua família podem estar correndo risco de tomar medicação em excesso.

É isso mesmo! Até mesmo os inofensivos analgésicos que compramos em drogarias sem apresentar receitas podem trazer alguns riscos para a nossa saúde. Isso é algo válido para pessoas em qualquer idade, mas pode ser especialmente perigoso para os que já são idosos.

Quer saber mais sobre esse assunto? Então, continue a leitura e confira os riscos da automedicação, além de descobrir algumas dicas para evitá-la e utilizar os remédios com a segurança necessária. Vamos lá!

O que é automedicação?

É o ato de tomar medicamentos por conta própria, sem a orientação de um profissional da saúde, como o médico, ou outro habilitado a fazer prescrição.

Como os medicamentos funcionam em nosso organismo?

Isso depende de cada organismo. Há medicamentos que atuam diretamente nas células, outros que fazem o seu trabalho em receptores de dor, outros que agem no sistema nervoso central. O mecanismo de ação de cada fármaco é completamente único.

No entanto, é preciso ter em mente os chamados efeitos colaterais. Eles podem ser imediatos (como a sonolência após tomarmos um antialérgico) ou a longo prazo, causando danos progressivos em órgãos que podem trabalhar excessivamente para eliminá-los.

Bons exemplos de órgãos afetados pelo mecanismo de excreção são os rins e o fígado. É possível, então, que o uso indiscriminado de medicações gere insuficiência renal ou hepática. Esses são apenas alguns dos riscos da automedicação.

Remédios simples também podem causar medicação em excesso no corpo?

Sim. Até mesmo remédios aparentemente inofensivos como analgésicos ou antitérmicos podem sim gerar prejuízos ao corpo quando utilizados a longo prazo.

Isso é especialmente importante na terceira idade, uma fase em que muitas vezes o paciente já tem doenças em curso no organismo ou algum certo grau de dano aos órgãos. Dessa forma, tomar certas medicações pode agravar o caso.

No entanto, pessoas de qualquer idade podem ser prejudicadas. Por isso, evite automedicar a sua família e oriente todos os seus familiares sobre os riscos dessa atitude. Cada pessoa é completamente única e os seus organismos também!

Quais são os riscos da automedicação?

Já vimos que os danos a órgãos vitais é uma possível consequência da automedicação. A seguir, veremos alguns outros riscos da automedicação. Confira!

Intoxicação

Intoxicação é o nome dado ao processo em que há um excesso de toxinas ou substâncias químicas em nosso organismo, em um número além do que as células conseguem eliminar.

As intoxicações normalmente trazem sintomas bem clássicos, que envolvem náusea, vômito, tontura e até mesmo desmaios. Muitas vezes, a intervenção médica é necessária para ajudar o corpo a eliminar esses compostos.

Interação medicamentosa

A interação medicamentosa é um risco bem peculiar da automedicação. Ela acontece quando um remédio “briga” com o outro, ou seja, quando as fórmulas não combinam.

As consequências dessa interação podem ser variadas. Os efeitos colaterais de um remédio podem ser potencializados, um medicamento pode anular o efeito do outro, eles podem gerar intoxicação e muito mais.

Reação alérgica

As alergias acontecem quando o nosso corpo identifica um “agente estranho” em nosso organismo e, a partir disso, reage a ele.

Muitas vezes, identificamos as alergias medicamentosas logo no primeiro uso dos remédios, mas é possível desenvolvê-las com o passar do tempo. Elas podem variar desde reações leves a bem perigosas, com risco de vida. Fique de olho!

Resistência ao medicamento

Essa é uma característica muito comum aos antibióticos, classe de medicamentos que age no combate de bactérias. Muitas vezes, utilizamos remédios que não são adequados a uma espécie de micro-organismo ou fazemos o tratamento pela metade, parando-o quando os sintomas estão melhores.

Esse é um grande erro. As bactérias acabam não morrendo completamente e criando uma resistência ao antibiótico usado, informação que é passada às suas “filhas”. Assim, são gerados exércitos de superbactérias, que não respondem a nenhum medicamento conhecido pela Medicina.

Tratamentos que param de funcionar

Além dos antibióticos e da resistência do organismo a alguns remédios, é necessário falar sobre a possibilidade de um tratamento parar de funcionar quando nos automedicamos.

Imagine a seguinte situação: você tem uma dor crônica e começa a tomar um certo remédio. Ela, a princípio, para, mas, depois, volta com força total, pois aquele fármaco já não faz mais efeito. Assim, você precisaria de doses cada vez mais altas quando, muitas vezes, é possível tratar a dor com outros remédios ou estratégias de tratamento.

Dependência

A dependência aos medicamentos também é algo muito comum. Isso acontece, normalmente, com remédios para os problemas do sono, mas qualquer tipo de fármaco pode apresentar esse comportamento.

Uma pessoa está dependente quando não consegue mais realizar suas ações do cotidiano sem tomar aquele medicamento. Isso é bem prejudicial para os tratamentos e pode gerar efeitos colaterais gravíssimos aos pacientes afetados.

Diagnóstico tardio de doenças

Por fim, temos um dos problemas mais graves da automedicação: a falta de diagnóstico para um problema. Ainda que não seja necessário visitar o médico a cada dor que sentimos, é importante conhecermos o nosso corpo e ficarmos atentos aos seus sinais.

Por isso, quando nos medicamos e mascaramos um sintoma, ficamos cada vez mais longe de um diagnóstico precoce sobre um determinado problema. Sendo assim, escute os sinais do seu corpo e busque orientação médica caso alguma dor ou sintoma seja persistente.

Como evitar a automedicação?

Pode parecer difícil evitar a automedicação, mas essa é, na verdade, uma atitude bem simples. O primeiro passo é investir em mudanças no estilo de vida, que farão com que você acabe precisando menos de remédios para dor, por exemplo. Algumas mudanças são:

  • investir em uma alimentação de qualidade;
  • praticar exercícios físicos;
  • ter horários para dormir e acordar;
  • ter um hobbie que o relaxe e distraia.

Além disso, busque sempre a opinião de um profissional da saúde antes de incluir um medicamento em sua rotina. Isso pode ser feito, inclusive, por consultas de telemedicina com o médico responsável pelo seu acompanhamento.

Já que o tema é acompanhamento, investir em check-ups de saúde periódicos também é uma ótima pedida. Eles ajudam a identificar qualquer alteração precocemente, fazendo com que menos medicamentos sejam necessários.

Todas essas estratégias ajudam não apenas na prevenção da automedicação, mas também na promoção de mais qualidade e expectativa de vida!

Agora que você já conhece os riscos da automedicação, fique atento! Converse sempre com um profissional da saúde e veja quais são os remédios que podem ou não podem estar em sua farmacinha particular. E não se esqueça: cada pessoa é única, ok?

Já que você está começando a se cuidar melhor agora, confira a nossa postagem sobre cuidadores de idosos e saiba como escolher um bom profissional para ocupar esse cargo em seu lar!

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